Roma dos Cesares. (cont.)
Como Falei após o Coliseu fomo visitar o "Foro romano" este passeio contava também com o complexo palatino, que é um enorme parque arborizado que contém ainda mais ruínas.
A parte mais inusitada desta parte do passeio foi o nosso guia. Com trejeitos do tipo "weird" e com um inglês carrgado de sotaque, ele era simplesmente uma figura. :-)
Ruínas e mais ruínas, eu estava me sentindo como um pinto no lixo. Mais ao total o complexo palatino é um parque bem grande e neste dia andamos de um lado ao outro mais de uma vez, apenas quando paramos para comer, é que vimos o quanto estávamos cansados, e ainda tínhamos que achar algum lugar para comer.
Saimos do foro pelo outro lado, aonde se encontra o "palácio victoriano" uma enorme estrutura neo clássica (ou seja imitando o clássico romano) do final do século 19, que os romanos odeiam e chamam de "bolo de noiva" ou "máquina de escrever".
Neste lugar, a praça Veneza, fica a coluna de Trajano, o monumento mais esperado pela Anuska, porém uma obra nos impediu de ve-lo mais de perto. Mas um outro espetáculo nos esperava. Nesta praça milhares de passarinhos tem como a sua casa e ao voarem eles formam nuvens vivas, escuras, que desenham figuras sinuosas que mudam de forma hipnotizante.
Roma dos Cesares.
Após este natal, completamente fantástico e cheios de passeios pelo medieval da Itália, chegou a vez de roma. Descemos pelo metrô "coloseum" e demos de cara com o próprio.
Suas ruínas se impunham de tal forma que eu nem mesmo precisei sair do metro para ver-las. Na sua frente um conglomerado de turistas, e locais vendendo passeios guiados, e o melhor sem filas. Fomos logos abordados por um destes, que nos convenceu que era a melhor opção no momento. Por €10,00 a mais iriamos passar direto pela fila e ainda ter direito a um guia.
Foi isso que fizemos, entramos primeiro no Coliseum, que por si só já é de cair o queixo. Suas ruínas, resultado de mais de mil anos de "vandalismo" por parte daqueles que só admiravam aquela estrutura como uma fonte de material para as suas casas. Mas mesmo no estado precário que ele se encontra pode se ficar maravilhado com a grandiosidade da sua construção.
De acordo com a guia ali já haviam assentos numerados e já era possível reservar lugares com antecedência, como nos teatros de hoje. Nas saídas haviam mapas das cidades, que inclusive continham referências a cruscificações.
Após isso fomos ao Foro Romano, que são as ruínas da Roma dos romanos. Toda a cidade se tornou fonte de matéria prima para as igrejas e templos católicos dos tempos que se seguiram e nas igrejas pode se ver os mármores e colunas que um dia fizeram parte das antiga Roma dos romanos que dominaram o mundo. Nesta cidade anciã, as colunas romanas brotam do chão como arvores de mármore.
Natal a Italiana II.
A fase Itália da viagem foi realmente incrível. Pena que foi tão rápido e corrido. Chegamos no dia 23 e deixamos as malas no Inferneto, que é um bairro de Ostia, que é uma cidade ou subúrbio de Roma que deve ferver no verão. Mas logo o nosso amigo e anfitrião, Alessandro, nos levou para roma.
Neste primeiro dia, ou melhor noite, andamos pelas ruas de Roma, conhecemos a Pantheon, que é uma igreja católica construída no lugar de um templo romano pagão. Vimos também a "Fontana de Trevi", que não estava vermelha, e era realmente linda. E continuamos o nosso passeio.
Roma é uma cidade construída em cima de outra cidade que foi construída em cima de uma outra ainda mais antiga e assim por diante. Por mais de 2000 anos Roma vai sendo feita e refeita com os restos das cidades anteriores que lá estavam e a cada esquina se vê uma ruína ou algum prédio super antigo e bonito. Foi um passeio super legal, mesmo que um pouco cansativo.
Mas isso foi apenas o começo, o melhor ainda estava por vir.
No dia seguinte, 24, fomos ao encontro do Marco e da Luciana para conhecer a Itália que os Turistas não conhecem. Fomos primeiro para Soriano, que nada mais é que uma cidade medieval no topo de um morro. Você sobe um morro na parte nova da cidade e logo chega a uma praça aonde tem um portão que leva para dentro da parte medieval da cidade.
Atravessar este muro é como viajar no tempo. A cidade é uma cidade medieval, não somente na estrutura e arquitetura, como também na sua "vida". O cheiro da lenha queimando nas lareiras saem pelas chaminés fumegantes e enchem o ar em volta de nós. Andamos por ruelas e escadas até chegarmos ao castelo no topo do morro, o castelo fortificado estava fechado, afinal era natal. Este castelo, que hoje em dia é sede de uma universidade, domina toda cidade.
Voltamos para a casa da Nona, lá fizemos uma ceia de natal tipica do interior da Itália. A família do Marco veio da Sicilia, e todos sentaram a mesa, mulheres de uma lado e Homens do outro. Antepasto, primeiro prato, prato principal e sobremesa. Fomos literalmente entupidos de comida. Não só de comida, mas de ótima comida. Depois jogamos uma partida de tombola, que é uma espécie de bingo tradicional da Itália.
Depois fomos para Viterbo, Viterbo é uma cidade Etrusca ainda mais antigas que Roma, e foi uma sede papal em uma época quando os papas tinham dificuldades politias em Roma. Nós fizemos dois passeios em Viterbo, um a noite depois da ceia e um pela manhã no dia seguinte antes de mais um almoço fantástico de natal.
Viterbo é bem maior, mas a sua parte centra ainda mantém o ar medieval. As casas de pedra dominam as pequenas ruas e com a exceção dos logos modernos nas lojas e os carros nas ruas você pode evocar a mesma sensação de viagem no tempo de Soriano.
Por fim, após o almoço e antes de voltarmos para Roma, passamos correndo, infelizmente, pela cidade que morre, Bagnoregio. Esta cidade fica em um morro, que lentamente está desaparecendo, devido a erosão. Ela é mais uma cidade medieval, aparentemente exitem mais de 150 delas apenas na região de roma. Esta cidade parece mais detonada e abandonada, porém ela brota da pedra e é realmente incrível.